Disciplinas Linha 2: Economia, Desenvolvimento e Sociedade

CHS-201: Economia da inovação e do conhecimento

Objetivos: Debater o papel da inovação e do conhecimento e suas implicações para a economia e estruturas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I).

Programa:
Principais elementos teóricos da economia contemporânea sobre o papel da inovação na dinâmica capitalista. Condicionantes do processo de inovação tecnológica e impactos para o crescimento das empresas e da economia. C,T&I e sociedade: geração e aplicação do conhecimento. Contribuições da abordagem evolucionista sobre o conhecimento na economia. As contribuições da sociologia da inovação. Os mecanismos de aprendizagem tecnológica e sua relação com o conhecimento. As dimensões tácitas e codificadas do conhecimento e o papel das TICs. Abordagens de análise sobre o papel do conhecimento na economia. Sociedade da informação e do conhecimento: análises conceituais e contribuições das abordagens.

CHS-202: Estratégias de desenvolvimento produtivo

Objetivos: Apresentar as experiências recentes e o debate sobre as estratégias do desenvolvimento produtivo brasileiro, levando-se em conta a evolução das políticas industriais, das formações dos complexos agroindustriais e das imposições colocadas pelos paradigmas tecnológicos, assim como os seus efeitos sobre a dinâmica social. Em perspectiva comparada, analisar-se-á também as estratégias de países como China, Índia e Coréia, enquanto do ponto-de-vista do desenvolvimento local, dar-se-á ênfase à reestruturação produtiva na região do Grande ABC.

Programa: Parte 1. As políticas de desenvolvimento industrial, rural e tecnológico são analisadas a partir do papel do Estado (planejamento estratégico, políticas industriais, macroeconômicas de juros e câmbio e incentivos microeconômicos, tais como propriedade intelectual, coordenação, regulação e subsídios) e da estratégia de inserção internacional. Parte 2. Estudam-se as experiências de desenvolvimento de forma comparada de países como Brasil, China, da Índia e da Coréia do Sul, entre outros, com ênfase nas políticas industriais e na região do ABC; Parte 3. Os desafios de gerar desenvolvimento eqüitativo: as questões do trabalho, do emprego e da cidadania.

CHS-203: Políticas de C,T&I no Brasil

Objetivos: Analisar a constituição de políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) no Brasil com ênfase no período pós-1930. Discutir o papel dos diferentes atores sociais – universidades, empresas, instituições de pesquisa – na realização de pesquisa e inovação. Apresentar uma visão de conjunto acerca do papel das agências de fomento, dos convênios e intercâmbios para formação de recursos em C,T&I, bem como os modelos internacionais que se constituíram em parâmetro para atividade científica no país. Abordar os problemas mais significativos de integração e coordenação do sistema nacional de C,T&I.

Programa: O programa divide-se em duas partes distintas, porém integradas. A primeira, de caráter histórico, oferece ao estudante a compreensão dos processos de formação de ambientes diferenciados da pesquisa científica, tecnológica e da inovação no país. A segunda parte aproxima o tema do contexto atual e aponta para os debates e perspectivas contemporâneas.
Parte I: Abordagem conceitual e diferenciações entre política científica implícita e política científica explícita. As diferentes inserções do Estado na criação e manutenção das instituições de ensino e pesquisa no Brasil. A criação de universidades, laboratórios, institutos e centros de pesquisa. A profissionalização da comunidade científica. O período do Pós-Guerra: agências de fomento, o investimento na pós-graduação, os planos nacionais de ciência e tecnologia, a demanda e implantação de programas ministeriais. A ação da comunidade científica no período autoritário. O projeto e a implantação do Ministério da Ciência e Tecnologia. Parte II: Política de C,T&I e seus atores. As melhores práticas de C,T&I no mundo. Indicadores de C,T&I no Brasil e em países selecionados. Instituições e a política industrial e tecnológica do Brasil. A agenda brasileira de política industrial e tecnológica. Desafios do Brasil em política industrial e tecnológica. Novos mecanismos das instituições de fomento e de financiamento para desenvolvimento tecnológico e inovativo brasileiro. Os Fundos Setoriais, a Lei do Bem e a “nova” Lei de Informática. A Lei de Inovação. O novo arcabouço legislativo na área de propriedade intelectual.

CHS-204: Tecnologia, desenvolvimento e meio ambiente

Objetivos: Proporcionar aos alunos instrumental adequado para identificar e analisar as relações entre tecnologia, inovação, desenvolvimento e meio ambiente sob as perspectivas histórica, teórica e empírica.

Programa: Evolução das relações entre homem e natureza. A tecnologia, a inovação, o desenvolvimento econômico e o meio ambiente: impactos, contradições e convergências. Do desenvolvimento econômico ao desenvolvimento sustentável. Economia e meio ambiente: externalidades e abordagens alternativas. Indicadores de sustentabilidade. Políticas públicas e meio ambiente. Desafios do meio ambiente para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I). Estratégias empresariais frente aos princípios do desenvolvimento sustentável. Padrões de produção e consumo e sustentabilidade.

CHS-205: Economia Política Internacional

Objetivos: Oferecer um estudo introdutório da economia mundial, da II Guerra Mundial até os dias atuais. A disciplina consiste em duas partes. A primeira aborda a rivalidade sistêmica da fase da expansão da economia mundial, destacando a construção do sistema de Bretton Woods, o avanço do mundo socialista e a emergência do Terceiro Mundo. A segunda analisa a crise geral que se instalou nos anos 1970 e levou ao reordenamento das relações Leste-Oeste e Norte-Sul. Essa parte enfoca a evolução das relações monetárias, financeiras, comercias, e de investimento, como também os novos rumos e desafios da economia mundial no século XXI.

Programa: A Rivalidade Sistêmica do Pós-guerra: Legados do Imperialismo e da Grande Depressão; O Sistema de Bretton Woods: A “Era de Ouro” do Capitalismo; O Mundo Socialista: Estratégias e Divergências; O Terceiro Mundo: De Bandung à “Nova Ordem Econômica Internacional”. Crise Sistêmica e Transição no Séc. XXI: Crise e Liberalização Monetário-Financeira; Empresas Multinacionais e a Nova Divisão Internacional do Trabalho; Comércio Internacional e os Acordos da OMC; Novos Regionalismos e Problemas Atuais; Queda do Leste, Crise do Norte e Reemergência do Sul: Rumo a uma Nova Ordem?; Desafios do Séc. XXI: As Crises Climática, Energética e Alimentar.

CHS-207: Perspectivas Econômicas e Sociais da Tecnologia

Objetivos: A disciplina tem por objetivo oferecer uma abordagem conceitual acerca das influências sociais e econômicas na transformação da tecnologia, bem como das forças complexas que moldam a tecnologia e nossas relações com a mesma. A compreensão dos processos que moldam o desenvolvimento tecnológico é um aspecto fundamental da reflexão. Sendo a inovação um objetivo central nas políticas públicas, é de fundamental importância compreender de que forma essas políticas moldam a transformação tecnológica.

Programa: Determinismo tecnológico (relações entre tecnologia e sociedade). A tecnologia no capitalismo industrial. A construção social da tecnologia. Sistemas sociotécnicos. A Teoria do Ator Rede aplicada à mudança tecnológica. Perspectivas feministas sobre a tecnologia. Tecnologia e trabalho. Propriedade intelectual vs. inovação.

CHS-003: Teorias do desenvolvimento

Objetivos: Confrontar, em perspectiva histórica, as principais abordagens teóricas do desenvolvimento visando oferecer aos alunos um quadro diversificado que expresse o debate essencial associado a esse conceito. Aproximar o debate teórico das experiências brasileiras de modo a particularizar como, em circunstâncias específicas, proposições conceituais foram tratadas nos âmbitos nacional, regional e local.

Programa: A teoria do valor em Smith, Ricardo e Marx e a crítica neoclássica. Instabilidade e crise no capitalismo e a teoria keynesiana. O pós-guerra, o capitalismo avançado e a regulação estatal. Schumpeter, a mudança de longo prazo e a importância da tecnologia como variável explicativa. As visões teóricas do subdesenvolvimento. O pensamento desenvolvimentista. O mainstream e as bases do “Consenso de Washington”. Os neoschumpeterianos e o papel da inovação. Desenvolvimento, questão social e meio ambiente. Capital social, redes sociais e desenvolvimento local.

CHS-209 – Tópicos Especiais Linha 2

Objetivos: A disciplina objetiva apresentar alguns dos conceitos fundamentais da crítica à economia política de Marx buscando compreender as relações sociais mascaradas pelas formas capitalistas de reprodução social. Partindo da tese de que o capitalismo é essencialmente um modo de coerção sistêmico, busca-se estudar as formas contemporâneas de dominação objetiva e subjetiva dos trabalhadores, tanto na esfera da produção, da ideologia e da política. Espera-se, com isso, proporcionar a(o)s alun@s uma base sólida de conhecimento da crítica marxiana que os possibilite não só acompanhar o debate teórico nessa área da economia, mas também motivá-los para que utilizem esse instrumental teórico na análise dos fatos econômicos contemporâneos.

Programa: O Método da Crítica à Economia Política. A Mercadoria e o Processo de Troca. O dinheiro ou a circulação das mercadorias. Transformação do Dinheiro em Capital. A produção da mais-valia absoluta e relativa. Cooperação, divisão do trabalho e Manufatura. Grande Indústria. O processo de acumulação do capital: lei geral da acumulação capitalista. Acumulação Primitiva e Colonização. Capital portador de juros e Capital fictício. Teses da pós-grande industria e do capitalismo cognitivo. Conceito de biopolítica, financeirização, neoliberalismo. Perspectivas e políticas que se contrapõem ao capital financeiro.

 

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